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authorNúbio C. Hott <bio@brigadadigital.tec.br>2026-04-27 21:43:40 -0300
committerNúbio C. Hott <bio@brigadadigital.tec.br>2026-04-27 21:43:40 -0300
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@@ -0,0 +1,84 @@
+<html>
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+ <title>Sobre</title>
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+ <meta name="date" content="2024-04-07 22:57" />
+ <meta name="author" content="Bio" />
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+ <meta name="summary" content="Sobre a Brigada Digital" />
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+ <section class="features">
+ <p>
+ A Brigada Digital é uma organização marxista revolucionária que compreende que o processo de produção capitalista é pautado na exploração e que o único sentido superação dessa situação está na luta da classe trabalhadora contra a classe proprietária dos meios de produação.
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+ Analisando a "Primavera Árabe" ocorrida no Oriente Médio e Norte da África, bem como as "Jornadas de Junho", e os consequentes golpes de Estado ocorridos, no caso do Brasil entre 2013 e 2016, conjuntamente como as denúncias realizadas por Edward Snowden, ex-agente da NSA, fica evidente a interferência proprietária das tecnologias da informação e comunicação (TIC's) nesses processos, seja de maneira direta ou através de agências de segurança dos países centrais do capitalismo, com o objetivo de recompor a extração de valor em países periféricos, como já denuncia há século a teoria marxista através de Lénin e através dos marxistas latino-americados por meio da teoria da dependência.
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+ A minha hipótese central é que a expansão das TIC's proprietárias nos países periféricos apliaram a extração de valor por meio da ampliação do entendimento do campo, através de informações privilegiadas do conjunto da população e de indivíduos específicos, estratégicos para coordenação da estrutura social, bem como a formação de redes para o fortalecimento de facções políticas e sociais que defendem a flexibilização econômica e a abertura de mercado, promovendo a redução do orçamento estatal em políticas sociais e a flexibilização das relações de trabalho. A remuneração por produtividade, sem direitos trabalhistas, a terceirização de parte dos meios de produção e o desemprego estrutural ampliam a extração de valor e colocam em risco a sobrevivência dos trabalhadores.
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+ A relação entre o desenvolvimento das TIC's e o conflito de classes ficou evidente, o controle proprietário das TIC's e a extração de valor da informação como estratégia de exploração.
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+ Existe um problema real, objetivo: as TIC's proprietárias. Sua aplicação de massa, do trabalhador comum, aos militantes de base e dirigentes de movimentos sociais e partidários de trabalhadores, todos, em boa medida, alimentam esse sistema de informação de controle proprietário armazenando seus contatos, mensagens, contratos, cursos de formação, agenda de atividades, rotas e etc.
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+ Se o problema é o controle proprietário, a solução passa por substituir as TIC's proprietárias por outras livres desse controle. O software livre oferece as melhores condições de emancipação tecnológica para a classe trabalhadora. As liberdades do usuário defendidas pelo movimento de software livre podem minimizar gradualmente a estrutura de controle, parte da estrutura de exploração.
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+ Em síntese, ideia é conjugar marxismo com software livre, posicionando o SL como ferramenta de emancipação da classe trabalhadora no desenvolvimento do conflito de classes.
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+ <p>
+ Inicialmente, sugerimos como marco teórico marxista: Teoria da exploração (mais-valia, classes sociais, conflito de classes, fetiche da mercadoria (consumismo); Imperialismo; Teoria da dependência; Ideologia; Hegemonia; contra-hegemonia; Indústria cultural; cultural de massa; meios de comunicação de massa; Organização de classe; Partidos; Movimentos sociais;
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+ E , como marco teórico de TIC's livres: FSF; licenças; descentralização; federado (SaaS) e distribuído; Movimento de software livre;
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+ Precisamos de mais indicações de referenciais teóricos do software livre para avançar com a reflexão.
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+ Da teoria à prática social, pretendo construir uma organização política (BRIGADA DIGITAL) de trabalhadores com formação em tecnologia e/ou marxismo cujo objetivo seja implementar TIC's livres para a classe trabalhadora. Será uma organização com registro jurídico de associação sem fins lucrativos.
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+ A ideia é comprar dispositivos usados, fazer a adaptação necessária e implementar as TIC's livres para trabalhadores, militantes e suas organizações, oferecendo alternativas livres. Ademais, capacitar os militantes para usar tais tecnologias e até mesmo fazer a implementação difundindo a experiência da Brigada Digital.
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+ Nós já temos condição de implementar Gnuboot, Trisquel GNU/Linux-Libre, LibreCMC GNU/Linux-Libre e Replicant. Então, faremos a aquisição dos dispositivos usados que são suportados, bem como a adaptação e manutenção, e, por fim a implementação desses sistemas. Também faremos a implementação de serviços auto-hospedados para a Brigada Digital e para outras organizações. Além disso, com o intuito formentar a autonomia e o empoderamento de outras organizações, propomos a implementação auto-hospedada, até mesmo no sentido de formar novas Brigadas Digitais. A estrutura de serviços será descentralizada federada e distribuída, dando preferência para as tecnologias distribuídas. A saber: e-mail, webblog, mensageria, agenda e calendário, conferência, office e vídeo.
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+ Contudo, encontramos alguns limites desse conjunto quanto se trata da implementação de serviços, visto que Gnuboot é suportado apenas em dualcore com máximo de 8GB de ram. A ideia é oferecer uma linha provisória, aliança tática, com o open source. Provisória porque compreendemos o limite da tecnologia open source para nosso objetivo. A linha terá Libreboot (sem atualização do microcódigo) em HP 8200 elite SFF, pois suporta processadores octacore e 32GB de ram, para oferecer serviços.
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+ Pensando também que algumas atividades demandam maior maior processamento, então ofereceremos notebooks e torres quadcore/octacore com Libreboot (sem atualização do microcódigo) para estação de trabalho.
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+ Também encontramos limites graves na capacidade de processamento dos smartphones que suportam Replicant, quadcore de 1.4GHz e 1GB de ram. Sendo assim, também implementaremos Lineage, mas com uma advertência grave para a segurança por usar extensivamente blobs proprietários. Acreditamos para atividades poucos sensíveis não seja tão arriscado sua utilização.
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+ Em resumo, a Brigada Digital tem condições de começar suas atividades implementando:
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+ Como não temos recursos para emancipar todo o conjunto da classe, a estratégia é selecionar os elementos e organizações com maior capacidade de avançar com a mudança. Compreendo que o primeiro apoio seria para militantes e organizações da classe, especialmente marxistas, para empoderá-los, pois são mais rigorosos no enfrentamento capitalista.
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+ Manteremos um webblog da brigada com elaboração de artigos para capacitação da classe trabalhadora com canais de suporte, bem como hospedagem de serviços para organizações e militantes que não tenham condições de promover auto-hospedagem.
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+ Por fim, propomos realizar oficinas em escola públicas promovendo o software livre, bem como ajustar a instituição ao uso exclusivo de TIC's livres, modificando seu plano político pedagógico (PPP) e infraestrutura física (laboratórios e etc).
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+ O financiamento da Brigada Digital será por meio de doações de apoiadores, comercialização das equipamentos, implementação e suporte de serviços, capacitações, e, por fim, financiamento público de projetos via editais de desenvolvimento da economia solidária, educação e cultura.
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+ Concluindo, essa é a ideia para o desenvolvimento das condições de emancipação da classe trabalhadora diante da exploração proprietária. Estou aberto a sugestões e críticas.
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